sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A pressão vinda de diferentes lados, a vontade de ser diferente...Sartre me entenderia...

sábado, 10 de novembro de 2012

Caminhando na tão conhecida Aldo Locatelli, seu ônibus se aproxima. Subindo, vê em sua direção a criatura de traços finos e harmoniosos, cabelo a la Elvis, cabelos cor de bronze e olhos cor de chuva.
A criatura a fita. Ela, já constante e involuntariamente fechada dentro de si, franze o cenho, lance-lhe um olhar de censura e puxa o shorts para baixo, cobrindo as pernas. Sentiu que olhava para suas coxas.

Segue para o fundo do ônibus pequenino, num misto de sensações e pensamentos.

Por que censurar o ser? Seu olhar em suas pernas havia sido recebido em forma de elogio. Não gostava muito de suas coxas? Sim, mas não só isso. De um dos bancos de trás, ao ver a criatura saindo, seu coração atordoado queria chegar sem ela.

Poderia ter sorrido, parado à porta como quem pega algo na bolsa, iniciar um assunto. Quem sabe pudessem então se encontrar, e quando deitasse a noite, dissessem poesia.

Ela não tem preço, nem culpa nem falsidade. Ela não sabe se entregar, não sabe amar. Algum dia saberá? Toda vez que tentam ela sofre. Pode ser medo, mas como é possível?
Ela desaprendeu a se dar e agora vai ter de pagar com o coração.

Foi só um jeito de viver neste mundo. Coisas da vida.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ojala Pudiera Borrarte


Ojala y te me borraras de mis sueños
Y poder desdibujarte
Ojala y se me olvidara hasta tu nombre
Ahogarlo dentro del mar
Ojala y que tu sonrisa de verano
Se pudiera ya borrar

...pa' que pares de llover sueños.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Hoje as contradições são tamanhas que não tenho podido manter a serenidade no semblante e nas conversas ainda que triviais. Na despedida de uma delas, com um companheiro querido, preferi parecer vulnerável na verdade do que hostil na omissão.
- Me perdoe, amigo. Creio estar tão nublada quanto esta segunda-feira.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Voo

O clima lá fora não está bom, passo por uma zona de instabilidade. Tenho que permanecer em meu lugar e manter meus cintos afivelados, não há muito o que fazer. Mas ainda há paraquedas.

Ontem em frente ao espelho a imagem diante do vidro refletia turva interrogação. Mas, diferente do alferes de Machado, não vesti a faixa. Permaneci sem, cerrei os olhos, sobrepujei o eu exterior, olhei através e reencontrei o eu interior. Há paraquedas.