quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Minhas pernas me levavam de volta pro trabalho. As coxas doíam, as costas doíam, os olhos pesavam. A rotina intensa, o dormir tarde, o acordar antes  do amanhecer. O estresse, a pressão, o esforço pela calma, pelo equilíbrio. Tocou o telefone, eram os olhos cor de chuva com cabelos cor de sol. O sol queimava, o calor entorpecia, a ligação foi um oásis no meio do deserto da volta do almoço. Ligou para saber de política e eu falava com todo prazer, enquanto me imaginava falando as mesmas coisas em seu quarto fresco, claro, olhando pela janela que trazia o vento, deitada em seu ombro.

E quando anoitecesse, ainda seria dia em seus cabelos loiros. Desmanchando o pijama, o que me pediria entre os beijos? O que me importariam as provocações, tensões, falácias? Sobre mim desenrolariam seus cabelos...

Ainda que já tenha passado no meu coração, há as reminiscências. Sobra o seu perfume.

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